
Trancar o dedo numa porta doí.
Bater o dente no chão doí.
Doí morder a língua,doí torcer o tornozelo.
Doí bater a cabeça na quina da mesa, carie doí,
Cair de skate doí.
Mas o que mais doí é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma praia.
Saudade de nós mesmo, o tempo não perdoá.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se Ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no palco, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o trabalho e ela para o cursinho, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-la, e ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ela continua comendo aqueles doces fora de hora.
Não saber se ela continua dançando.
Se aprendeu a não ficar depressiva na tpm.
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados, e que sorriso lindo.
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento.
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ela está feliz,e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ela está mais magra, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se Ama e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti (e sinto) enquanto estive escrevendo e o que você (deveria)provavelmente estar sentido agora depois que acabou de ler.
”Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade!!!"
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